sexta-feira, 7 de novembro de 2008

* Iseree I


Devido a oscilações do vento, Iseree viajou pelo mundo.
O pânico esconde-se em todo o lado. Por vezes dá a cara e traz infelicidade. Nessas alturas, o vento empurra Iseree pelo mundo fora, uma e outra vez. O medo cruza-se com a infelicidade, originando cegos e gelados. Iseree dá a mão. O azul do gelo e das lágrimas junta-se, então, ao amarelo, seu amigo de sempre, originando, por sua vez, o verde, a cor da esperança. Iseree sobrepõe-se ao medo e à infelicidade, limpa os olhos aos cegos e cobre os gelados. Tudo acaba por ficar bem.
Andromeda ficou sem marido, filha e genro. Deixaram-lhe uma criança. E, mesmo sendo uma personagem irrelevante, Iseree ajudou. Também por ela passou o ciclo do azul-amarelo-verde.
Na luz gélida da manhã, os acordes despertam quem sente. Andromeda acorda, rodeada pelo verde da esperança, na luz gélida do dia. Lembra-se como se sorri e agradece.
O vento empurra outra vez. Pânico, infelicidade, Iseree, azul-amarelo-verde. E outra vez. Pânico, infelicidade, Iseree, azul-amarelo-verde.
Iseree tem alma, Iseree ouve os acordes da gélida luz do dia, Iseree sente. É Iseree quem melhor conhece o verde. O vento é só quem empurra, ajudando assim a formar o ciclo do azul-amarelo-verde, o ciclo da felicidade-infelicidade, o ciclo da vida.


3 de Agosto de 2007

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