quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sensibilidade (e bom senso?) XI

Em primeiro lugar, as despedidas são estúpidas.
Em segundo lugar, as emoções são muito estúpidas.
Imaginem, portanto, aliar emoções estúpidas a despedidas igualmente estúpidas e o resultado que daí sai: um choro terrivelmente estúpido, sem estúpida explicação.

Desejar, durante anos e anos a fio, o derradeiro dia em que sairia da sala de aula a pensar que era, graças aos céus, a minha última naquela turma estúpida (dizia eu), naquela escola estúpida da terra incrivelmente estúpida foi, da minha parte, tão mas tão, tão, tão, tão, tão e tão estúpido!... Pensava eu que ia sair da sala de aula e percorrer o caminho até à saída sem olhar uma única vez para trás... E como me enganei. Estúpida.
E mais não adianta dizer, porque aqueles corredores guardam muitas histórias dum Zéfiro mudo que por lá andou durante tantos anos... Que as guarde, porque eu já guardei, ali, na gavetinha azul.

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